domingo, 8 de novembro de 2009

Sombria demais?

Rihanna, Wait Your Turn

Nos anos 90, a tendência do mercado pop era esperar um molde de carreira que desse certo e depois reaplicar em várias versões idênticas. As gravadoras lucravam assim com uma estante de artistas bem similares em gênero e estilo. A partir do ano 2000, essas fórmulas prontas aos poucos foram se desgastando. Alguns nomes que se fortaleceram na época, permanecem, mas diante de tanta concorrência, as gravadoras agora investem para que seus artistas tenham personalidade e se distanciem dos demais. O legal agora é ser diferente e não igual (apesar de que alguns persistirem em ser só mais uma réplica). Rihanna, por exemplo, era chamada de "a nova Beyoncé" no início de sua carreira. Com seu novo vídeo, Wait Your Turn, a cantora da ilha de Barbados se afasta da comparação com concepções de idéias e conceitos especialmente criados para ela (particularmente, sombrio demais). Dirigido por Anthony Mudler, a estética do novo vídeo obedece a identidade do novo cd da cantora, Rated R. Imagens em preto e branco, bastante granulação, sobreposições e edição com variação de aceleração dão um toque meio bizarro-dark à obra. Rihanna está com figurinos e cabelos bem impactantes. Nem precisava do tapa-olho para isso.


nota6


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O coração do Muse

Muse, Undisclosed Desires

A dupla de direção Jonas e Francois marcam novo golaço com o sensacional clipe novo do Muse, Undisclosed Desires. Em meio a uma parafernalha de equipamentos de som, fios, trilhagens e telas, o trio inglês executa o novo single mediante super ângulos e movimentações de câmera capazes de deixar o complexo cenário ainda mais incrível. Músicos e cenografia praticamente se fundem e é quase impossível não fazer a analogia do local com o coração pulsante rodeado de arterias. Takes de corte e engrenagens fortalecem a comparação. Há ainda uma bailarina em cena que torna Undisclosed Desires ainda mais visceral, transbordando energia mesmo com cenas em slow. Os letreiros nas telas contribuem na construção do caos cardíaco e a iluminação, trabalhada também no chão, é muito bem pensada. Undisclosed Desires está no disco mais recente do Muse, The Resistance que possui ótimas recomendações da crítica especializada.

Dica da Gabi. Valeu!

nota9

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ela sempre faz...

Shakira, Did It Again

Shakira é a artista popular que mais incorpora elementos considerados "alternativos" em sua videografia, principalmente, no quesito coreografia e expressão corporal. Quem não se lembra da dança em meio a óleo negro em La Tortura que causou repulsa em alguns mas para outros, é considerada uma pérola pop. Em Dit It Again, ela inova "de novo" (ok, ok, foi fraca a piada! rs). Shakira prova que é uma incrível bailarina e acaba sendo o grande chamativo da obra já que o single não é de seus melhores trabalhos. Sophie Muller, responsável também pela direção de Hips Don't Lie, é facilmente reconhecida pela tom dourado de sua fotografia, produção de objetos baseado em tons de vermelho e cenas de corte em ambientes bem diferentes do cenário principal. No caso, a alva e pura "sauna" feminina contrasta bem com a luxúria do casal no quarto cenográfico. O companheiro de Shakira em cena é Daniel Cloud, descoberto recentemente pela Madonna e idealizador de passos bem impressionantes de dança contemporânea no clipe. A inovação de Did It Again só aumenta com as cenas das instrumentistas coreanas que são bem legais. Em breve, a versão em espanhol do clipe, Lo Hecho Está Hecho, também idealizada por Sophie Muller, deve cair na rede. A música faz parte do disco She Wolf da popstar colombiana mas o vídeo não será lançado nos EUA. A fraca repercussão do primeiro single homônimo ao album fez com que a gravadora de Shakira apostasse na comercial canção Give It Up to Me, parceria com Timbaland e Lil Wayne, como resgate do cd antes do fiasco de vendas.

Dica do Adriano via Twitter e do Rodrigo Mendes via e-mail. Valeu!

nota7

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Contanto até três

Britney Spears, 3

Britney já virou uma instuição pop. Tanto ela como sua legião de fãs são obrigados a suportar uma pressão de expectativas em tudo onde seu nome é mencionado. O clipe 3, que acaba de cair na internet, não foge à regra. A produção dirigida por Diane Martel é simples mas sem ser simplória. Ninguém questiona quanto a beleza de Spears e o corpasso de volta a forma mas o vídeo é R&B demais para uma música tão up e extremamente pop que nem 3. Fundos infinitos, ausência de cores, cenas em preto e branco, tudo conspira para que a situação fique bem aquém do esperado. A produção em questão, talvez ficaria perfeita para a Ciara, principalmente nas cena da barra com as bailarinas. Martel, infelizmente, não consegue lidar com o mito que tem em mãos e o coloca dentro de um papel que a artista parece nem estar tão a vontade. Clipes como Piece Of Me, Womanizer e If You Seek Amy conseguem com maestria extrair o mais legal de Britney que é a irreverência aliada a uma sensualidade natural na medida do possível e a liberdade de brincar com a camêra. Em 3, ela interpreta uma personagem que qualquer outra cantora faria sem nenhuma dificuldade. O que vimos ali, não é nada diferente do que já foi feito por Ciara, Beyoncé e Jennifer Lopez num passado recente e que por coincidência (?) todas já dirigidas por Martel. Por mais que a edição de 3 fique muito boa da metade para o final, o vídeo ainda é insuficiente. O single está na coletânea da cantora, The Single Colletions, que será lançada até o final de 2009.

Fãs fanáticos por Britney, vamos dosar as palavras nos comentários, ok? A crítica aqui feita é sobre o clipe e não sobre a artista.

nota5

domingo, 25 de outubro de 2009

Vamo pro banheiro?

Pitty, Trapézio

Banda que é unida, usa até o banheiro junto, não é Pitty? Trapézio tá ai para provar que não existe pudores entre os quatro músicos que utilizam simultaneamente o mesmo banheiro negro. Em plano sequência, Duda, Martin, Joe e a roqueira Pitty são dirigidos mais uma vez por Ricardo Spencer numa ousada produção que abusa da simplicidade e da banalidade do dia-a-dia. O clipe não tem nenhum propósito em ser uma mega produção, como os demais clipes da cantora, e coloca a pergunta em questão: por que não? A ousadia de Trapézio já pode ser conferida no mais recente DVD de Pitty, o Chiaroscope que é repleto de experimentações guiadas também por Spencer mas, que registram o processo criativo do disco Chiaroscuro. É claro que a banda e o diretor já esperam uma grande repercussão em torno da idéia, principalmente pelo Duda peladão em cena, mas ainda não há informações se o clipe será a versão final do novo single nas emissoras especializadas. De qualquer forma, fica de agrado para quem gosta de uma bom tititi.

nota6

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tempos de caras e bocas

Adam Lambert, Time For Miracles

Trilha sonora do próximo filme hollywoodiano que prevê a destruição do planeta, Time For Miracles é a estréia de Adam Lambert, vice campeão do último American Idol, em videoclipes. Por se tratar de uma canção tema, o clipe é recheado de cenas do longa-metragem, 2012, que estréia no EUA no dia 23/11. No que se diz respeito a produção exclusiva do vídeo e atuação de Adam Lambert, tudo é ok. O cantor continua atuando excessivamente enquanto performa, com mil expressões faciais e corporais. Fato que despertou a atenção do público e da crítica especializada que já o classifica como aposta pop para 2010. Cenografia e fotografia possuem perfeita sintonia com o filme, parecendo, inclusive, que foram produzidos juntos. Só seria dispensável Adam cantando a música em slowmotion, enfatizando e forçando ainda mais as caras e bocas do ex-idol. Também é inevitável reparar a constante preocupação com o cabelo do artista, retocado de diferenças formas na mesma cena e proporcionando vários erros de sequência. Times For Miracles ainda não é o primeiro single do album de Lambert. O disco For Your Entertainment será lançado até o final do ano mas ainda não tem primeiro single divulgado oficialmente.

nota6



Quanto mais alta a subida...

Alicia Keys, Doesn't Mean Anything

Alicia Keys aposta em um clipe regular em Doesn't Mean Anything, single do seu aguardado novo disco The Element of Freedom. Com direção do "novato" P.R. Brown - que inciou sua carreira no ramo em 2002 - o clipe tem altos e baixos, apesar do trocadilho cair bem para o vídeo em que Keys escala uma grandiosa montanha na segunda metade de clipe. Na locação mais urbana, em um belíssimo apartamento, a cantora acompanhada de seu piano tem interferências de pós produção que simulam a perda, a ausência. Em menção literal ao refrão da música, a locação inteira se evapora, a fotografia cosmpolita dá lugar a um grandioso deserto feito em chroma. Efeito que desceu o nível da produção por sua má execução, principalmente nas cenas de rapel. Algo parecido lembra Miley Cyrus no fraquíssimo The Climb. A diferença é que Alicia pode se dar o direito de errar de vez enquanto!



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